EM CAMPO

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Termina hoje o prazo para inscrição de chapas e candidatos municipais e zonais


Termina nesta quarta-feira (23) o prazo para inscrição de chapas e candidatos a presidente do PT em nível municipal e zonal. As inscrições devem ser feitas junto à Comissão de Organização Eleitoral Municipal ou Zonal ou, se esta não estiver constituída, junto à Comissão Executiva Municipal ou Zonal (ou Comissão Provisória onde for o caso).
Os formulários para inscrição já estão disponíveis na área de documentos do site do PED 2009
http://ped.pt.orq.br/site/documento5.php


De acordo com o artigo 82 do Regulamento do PED, as instâncias partidárias deverão manter em funcionamento suas respectivas sedes, das 9 às 20 h neste dia.
Nos municípios onde o PT não tem sede, a Comissão de Organização Municipal (ou a Executiva ou a Comissão Provisória) deve definir e divulgar um local onde o Presidente ou o dirigente responsável estará presente para receber as inscrições.
Havendo alguma irregularidade que impeça a inscrição de sua chapa ou candidato notifique a SORG Estadual imediatamente.

Dicas importantes:
1. Ao inscrever sua chapa não deixe de informar o CNF dos componentes, isso agiliza a conferência da mesma e diminui o índice de erros. Caso não saiba o CNF de um filiado consulte no site do PED 2009 http://ped.pt.org.br/site/quemvota.php
2. Solicite o comprovante de inscrição da chapa ou do candidato a presidente;
3. Após o término das inscrições você tem um prazo de 10 dias para efetuar substituições e entregar os recibos de quitação dos componentes da chapa, que devem ter sido emitidos até o dia da inscrição.

José Agripino mentiu sem precisar ser torturado. VALE A PENA LER!!

Antônio Capistrano escreveu no site o Vermelho sobre a estapafúrdia afirmação de José Agripino a O Mossoroense de que nunca havia apoiado a ditadura militar. Eis o seu fundamentado artigo: O senador José Agripino concedeu uma entrevista, no último domingo, 13, ao jornalista Bruno Barreto, editor político do jornal O Mossoroense. Indagado se ele se arrependeu de ter apoiado o Regime Militar, ele respondeu: "Eu não apoiei o Regime Militar. Nunca apoiei o Regime Militar. Pelo contrário. Eu fui prefeito no final do Regime Militar. Eu teria razões para me orgulhar de ter sido artífice da transição e da redemocratização. Ao romper com o meu partido, passando a apoiar, no Colégio Eleitoral, o nome de Tancredo Neves para presidente da república, do ponto de vista político e administrativo paguei um preço alto, na época eu era governador e muito do que estava comprometido de verbas para a minha ação no governo, foi cortada. Além do desgaste político de apoiar o mesmo candidato do meu adversário Aluízio Alves". Essa é a versão do senador José Agripino Maia. Mas, a verdade é outra. Existem alguns equívocos ou inverdades nessa história. Vamos aos fatos. José Agripino foi escolhido, pela Assembleia Legislativa, prefeito de Natal em 1979, portanto, em pleno Regime Militar e não no final do Regime como ele disse na entrevista. O seu nome foi encaminhado para ser homologado pelo Poder Legislativo Estadual, pelo seu primo Lavoisier Maia que substituiu o seu pai, Tarcísio Maia, no Governo do Estado. Vale salientar, os dois foram nomeados governadores pelo Regime Militar com a concordância de Aluízio Alves, naquele momento seu correligionário político (quem não se lembra da famosa "Paz Pública", que resultou na escolha de Lavoisier Maia para o Governo do Estado, Geraldo Melo para vice-governador, Jessé Pinto Freire para o Senado e José Agripino Maia para prefeito da capital?). José Agripino exerceu a função de prefeito biônico de Natal de 1979 a 1982. O Regime Militar implantado em 1964 teve como último presidente o general João Baptista Figueiredo, que governou até 1985, portanto Zé Agripino Maia foi prefeito de Natal durante o Regime Militar. Só para lembrar: Tarcísio Maia foi nomeado governador biônico, substituindo Cortez Pereira, que era biônico também, por indicação do general Golbery do Couto e Silva, com o apoio decisivo de Aluízio Alves, que vetou o nome de Dix-huit Rosado Maia, um dos cotados para o cargo. A escolha se deu em 1974. Aluízio ainda participou da indicação do vice, indicando o médico e ex-reitor da UFRN, Genibaldo Barros. Outro fato narrado pelo senador que merece um esclarecimento, a sua eleição para o governo em 1982 e a derrota de Aluízio Alves. Aluízio era um candidato considerado por muitos, imbatível. Zé Agripino não disse, na entrevista, que essa eleição foi viciada por uma legislação eleitoral casuística que dificultou a escolha livre do cidadão. O Regime Militar criou o voto vinculado, de vereador a governador só podia votar em candidato do mesmo partido, além da figura do senador biônico. Tudo com um objetivo, prejudicar a oposição, principalmente no Nordeste. Cito como exemplo os casos de Aluízio Alves, no Rio Grande do Norte e o de Marcos Freire, em Pernambuco. Os dois estavam disparados na preferência popular, mas foram derrotados pela legislação eleitoral imposta pelo governo militar. O filho de Tarcísio Maia, José Agripino Maia foi o candidato de Figueiredo ao Governo do Estado, Carlos Alberto de Souza foi o escolhido para concorrer uma vaga ao Senado e o velho Dinarte Mariz, já no fim da sua liderança política, foi contemplando com a vaga de senador biônico. Carlos Alberto que era deputado federal foi premiado por ter sido relator da CPI do atentado terrorista ao Rio Center, fato ocorrido no Rio de Janeiro e, como relator inocentou os militares envolvidos nesse ato. Além da vaga de senador, Carlos Alberto ganhou a concessão de um canal de televisão. Portanto, José Agripino Maia surgiu na política potiguar graças ao Regime Militar de 1964, ele é filho político desse período da história brasileira, ele não pode negar a sua origem e trajetória política, pode até renegar a ditadura militar, mas não pode simplesmente dizer que não foi beneficiário do Regime Militar, ele e a sua família. O ex-governador Aluízio Alves, nesses últimos 50 anos, o maior líder político do Rio Grande do Norte, conta essa história, bem direitinho, no seu relato: "O que eu não esqueci", livro publicado em 2001 pela editora Leo Christiano Editorial - RJ. Agora, o senador não explicou o porquê da divisão dos Maias no colégio eleitoral que escolheu o último presidente de forma indireta. Tarcísio Maia ficou com Mário Andreazza; Lavoisier Maia, com Paulo Maluf e, José Agripino Maia com Tancredo Neves. Qualquer um que fosse eleito, os Maias ficariam por cima. Não se pode negar a história. Sei que ela é feita pelos vencedores e que as versões às vezes valem mais do que os fatos, mas, a verdade é essa, José Agripino Maia não pode desvencilhar a sua história política da ditadura militar, ele é fruto, por obra e graça, do Regime Militar. Claro que ele tem seus méritos, soube consolidar uma liderança que se iniciou biônica e depois se popularizou com a força e os instrumentos do poder.


Mas... Tem mais
É bom lembrar que José Agripino herdou as bases de Dinarte Mariz, o ícone do apoio à ditadura militar. Quem não lembra da charge do Cartão Amarelo na capa do Poti que trazia Dinarte Mariz arrancando Tarcísio Maia do túmulo? Que a nomeação do seu pai governador biônico teve também grande influência do seu tio João Agripino, ex-governador da Paraíba, velha raposa da velha UDN e que foi ministro de Jânio Quadros, mas apoiou o golpe militar, como se pode constatar na Wikipédia, quando da derrubada de Jango. Que quando José Agripino foi candidato a governador em 1982, o presidente Figueiredo declarou à imprensa potiguar que para eleger seus candidatos o governo poderia cometer alguns pecados. E que naquela ocasião o advogado e jornalista Jayme Hipólito, no mesmo O Mossoroense, onde ele declarou que não apoiou a ditadura militar, que "pecado" no plano administrativo é sinônimo de "peculato", que é sinônimo de corrupção, que, como sabemos, correu solta para elegê-lo governador. Peculato, no Aurélio, quer dizer: Delito praticado pelo funcionário público que, tendo, em razão do cargo, a posse de dinheiro, valor, ou qualquer outro móvel, público ou particular, deles se apropria, ou os desvia, em proveito próprio ou alheio, ou que, embora não tenha posse desses bens, os subtrai ou concorre para que sejam subtraídos, usando das facilidades que seu cargo proporciona: William Shakespeare já dizia: "Alguns se elevam pelo pecado, outros caem pela virtude". Foi assim que Dilma "caiu", jargão da esquerda para os militantes que iam presos durante a ditadura. E na virtude manteve-se mesmo sob tortura, pois teve a dignidade de mentir para salvar vidas dos companheiros. Ser fraco é falar a verdade. Cristo sob tortura não afirmou nem ser o Rei dos Judeus. "Tu o dizes", a resposta à tortura psicológica que se seguiu à tortura física. José Agripino agora mente sem precisar de tortura. Nada mais natural para alguém que se elevou pela força do pecado.


FONTE: www.defato.com/crispiniano.php

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Justiça Federal do RN abre inscrições para estágio

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte abriu processo seletivo para estágio remunerado dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Biblioteconomia e Jornalismo. As inscrições começaram a ser feitas hoje (segunda-feira) e irão até o dia 2 de outubro. Elas são feitas exclusivamente no site: www.jfrn.gov.br/htm/estagio.htm

Poderão participar da seleção os estudantes que estejam cursando do 5º ao 8º período. Os estudantes serão selecionados para cadastro reserva. Os convocados para estágio terão uma carga horária de 20 horas semanais, remuneração mensal de R$ 697,50 e ainda receberão R$5,00 por dia efetivamente trabalhado, valor esse referente ao auxílio transporte.

sábado, 19 de setembro de 2009

CONTINUIDADE DOS SEMINÁRIO DA JUVENTUDE PETISTA DO RIO GRANDE DO NORTE


A Juventude Petista do Rio Grande do Norte entendendo a importância de dialogar com os que desejam o aprofundamento das mudanças já realizadas no Brasil,iniciou agora em setembro, uma série de Seminários Regionais de Formação Política no estado.A jornada teve inicio no município de Campo Grande nos dias 12 e 13 de setembro de 2009. Que contará com a presença da juventude dos municípios do Médio Oeste e a juventude da estadual do PT.Com o objetivo de mobilizar, organizar e preparar a juventude para a intervenção junto à sociedade, na disputa pela continuidade do projeto político iniciado em 2002, pelo presidente Lula.


E dando continuidade ao seminário de formação política para juventude, hoje dia 19 de setembro em reunião com alguns dos representantes dos municípios do Médio Oeste, o Presidente do PT do município de Viçosa (Anastácio), já fez a articulação para participação dos municípios no próximo seminário marcado para o dia 19 de novembro de 2009 em Viçosa.

ANIVERSARIANTE DO DIA

Paulo Alex
A equipe do Blog Hildebrando Rocha em Campo Parabeniza o Companheiro Paulo Alex, estudante de História pela UFPB, Por Estar de idade nova.

"Que além dos aniversários e através do sempre você seja muito feliz". Parabéns
Saúde, Paz e Sucesso tanto na área profissional quanto pessoal.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Garantia-Safra: novos procedimentos para prefeituras comunicarem perdas

As prefeituras dos municípios que aderiram ao Programa Garantia-Safra e apresentarem indícios de perdas de produção de pelo menos 50% em razão dos fenômenos de estiagem ou excesso hídrico deverão fazer comunicação de perda à Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) em até 90 dias . O novo procedimento de comunicação deve ser feito após o término do período de plantio definido pelo Comitê Gestor do Garantia-Safra, para cada estado, região e município e vale para as lavouras de arroz, feijão, milho, algodão e mandioca.

Segundo a coordenadora do Garantia-Safra, Dione Freitas, as prefeituras deverão solicitar ainda uma senha à SAF/MDA para acessar os laudos de verificação de plantio e colheita e, após vistoria, adicionar as informações em aplicativo desenvolvido pela equipe do Seguro. “Os laudos serão utilizados para comprovação da área plantada e avaliação do índice médio de perdas dos municípios”, diz.

Também cabe as prefeituras indicar um técnico vistoriador, engenheiro agrônomo ou técnico agrícola, com registro regular no Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (CREA) e do quadro próprio da prefeitura. Nos municípios em que a prefeitura não tiver no quadro próprio profissionais habilitados, admite-se a utilização de agrônomos ou técnicos agrícolas de instituições com as quais a administração municipal mantenha convênios ou contratos para a verificação das perdas.

O técnico vistoriador tem a função de avaliar e informar a área das lavouras de arroz, feijão, milho, algodão e mandioca; medir e informar a produção obtida por hectare em cada uma das lavouras das cinco culturas acima e elaborar os laudos e enviá-los à SAF/MDA, por meio eletrônico.

Análise e comprovação de perda

O processo de análise e comprovação de perdas se baseará nas informações contidas nos laudos e na compatibilidade com os indicadores agroclimáticos fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e/ou fornecidos por outras instituições e organizações de meteorologia.

Dione Freitas explica que, em caso de divergência de informações sobre as perdas, entre os laudos amostrais e as informações agroclimáticas, a Secretaria acionará equipe de técnicos vistoriadores, vinculada ao serviço de assistência técnica e extensão rural oficial do estado, para supervisão das informações.

Em caso de constatação de perda, a SAF/MDA publicará portaria autorizando ao agente financeiro (Caixa Econômica Federal) a efetuar o pagamento do seguro aos municípios.

Comissão

Foi criada, ainda, uma Comissão de Avaliação de Perda que terá como finalidade homologar a ocorrência ou não de sinistros na produção agrícola municipal; realizar auditoria nos procedimentos e nas ações de periciamento do Programa Garantia-Safra sempre que a SAF/MDA suspeitar da ocorrência de irregularidade e/ou descumprimento de normas; e assessorar a Secretaria na tomada de decisão sobre os municípios em que há que se efetuar, ou não, o pagamento do benefício do Garantia-Safra.

Sobre o programa

O Garantia-Safra é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), executada em conjunto com prefeituras e governos estaduais, para atender as famílias agricultoras do Semiárido brasileiro que vivem em municípios que tiveram perda de, pelo menos, 50% da produção agrícola por causa da seca ou do excesso de chuvas. Trata-se de um seguro de renda, ou seja, no caso de perda comprovada, os agricultores que participam do Programa recebem um seguro de renda mínima no valor de R$ 600 por agricultor familiar, pago em quatro parcelas.

O programa abrange os estados da região Nordeste, do Vale do Jequitinhonha, do Mucuri e do Norte de Minas Gerais, além do Norte do Espírito Santo. Para participar, o agricultor deve cultivar arroz, feijão, milho, algodão ou mandioca, em áreas de, no máximo, dez hectares, e ter renda bruta mensal de até um salário mínimo e meio por família. Para fazer parte do Garantia-Safra, tanto os agricultores beneficiários, quanto estados e municípios, precisam aderir ao Programa e realizar os aportes ao Fundo Garantia-Safra, conforme Lei que o criou.

fonte: Portal do Governo Brasileiro

Audiência sobre alimentação escolar ocorreu no plenário da Assembleia

Representantes de mais de 20 cidades e diversas entidades estiveram presentes
Na manhã desta quarta-feira, 16, o mandato do deputado estadual Fernando Mineiro realizou a audiência pública para discutir a Lei 11.947, de julho deste ano, que dispõe sobre a compra dos produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar. Segundo a lei federal, pelo menos 30% dos alimentos consumidos na merenda escolar devem ser produzidos por agricultores familiares. Representantes de mais de 20 municípios estiveram presentes, além de inúmeras entidades e cooperativas de agricultura."A partir de agora devemos dar atenção à questão da merenda escolar. Segundo estudos, 95% dos produtos da alimentação escolar podem ser fornecidos pela Agricultura Familiar, portanto, existe uma necessidade de organização por parte dos produtores", afirmou Mineiro.O primeiro a tomar a palavra no debate foi o assessor do mandato João Marques Lino. Ele explicou o "Passo-a-Passo para Compra e Venda de Produção da Agricultura Familiar para Alimentação Escolar", documento distrubuído para os presentes.Confira aqui a cartilha.Entre os pontos abordados, o assessor falou sobre a determinação da ausência de licitação para a compra destes produtos. "Mesmo sem a licitação, as prefeituras têm obrigação de dar publicidade ao processo de compra", enfatizou. João Marques também citou a necessidade de um profissional de nutrição nas escolas e que a lista de alimentos será elaborada a partir do cardápio das instituições.A lei também fala que deverão ser priorizadas as propostas de grupos do município em que a escola está localizada e trata, ainda, sobre a informalidade legal de alguns grupos de agricultores.Compuseram a mesa a presidente do Conselho de Alimentação Escolar de São Gonçalo do Amarante, Ana Cristina; o representante da Fetarn, Francisco José da Silva; o representante da Fetraf, João Cabral, o representante da delegacia estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frederico Costa e a representante do INCRA, Dalvanir Avelino.
Fonte:mandato cidadão

ANIVERSARIANTES DO DIA

Diogo Araujo e Deyse Marielle
A equipe do blog Hildebrano Rocha em Campo Parabeniza dois jovens e irmãos gemios, Diogo Araujo tecnico auxiliar de informatica da Prefeitura Municipal de Campo Grande e Deyse Marielle Tecnico em Meio Ambiente. Desejamos Muitas felicidades e sucessos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

IBGE abre 596 vagas no RN

Oprocesso seletivo simplicado do IBGE irá oferecer 596 vagas para o Rio Grande do Norte a partir do próximo dia 21. O concurso irá selecionar pessoas para os cargos de agente censitário regional, administrativo, municipal, supervisor e de informática, com salários que vão de R$ 760 a R$ 1,6 mil. A ideia é contratar pessoal até março de 2010 para realizar o censo do próximo ano em todo país. Serão, no total, 33.012 vagas em todo o Brasil.

As inscrições começam no próximo dia 21 e seguem até 6 de outubro e o preço varia de acordo com o cargo escolhido. As funções de agente censitário municipal, supervisor e informática terão inscrições de R$ 22. Quem quiser concorrer para agente censitário administrativo pagará R$ 18 pela inscrição, enquanto para agente censitário regional será R$ 30. Os candidatos aprovados para o cargo de agente censitário regional começarão a ser contratados em janeiro de 2010, ao passo que as outras funções serão chamadas a partir de março do mesmo ano.

A coordenadora operacional do censo no Rio Grande do Norte, Viviane Cruz, acredita que independente da função que irá exercer se aprovado, o candidato terá um enriquecimento instatâneo em seu currículo ao integrar a equipe do censo 2010. "O agente censitário supervisor, por exemplo, vai supervisionar pessoas no campo. É uma experiência muito boa para o currículo de qualquer pessoa", defende.
Para todos os cargos a jornada de trabalho será de 40 horas semanais e 5% das oportunidades serão reservadas aos portadores de necessidades especiais. Os interessados podem se inscrever no site da Fundação Cesgranrio (http://www.cesgranrio.org.br/) até o próximo dia 6 de outubro. A prova está prevista para ser realizada no dia 6 de dezembro.
A previsão de execução dos trabalhos é de até 12 meses para os agentes regionais e administrativos, de até 10 meses para os agentes municipais e da área de informática e de até nove meses para os supervisores. O contrato será renovado mensalmente, de acordo com a necessidade do IBGE, a disponibilidade de recursos e o desempenho do servidor. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

Além desta, o IBGE fará outra seleção no início do próximo ano, para contratar recenseadores. No RN, serão cerca de três mil vagas. Diferente dos que participarão do concurso deste ano e que partiparão de etapas anteriores e posteriores à contagem, os recenseadores trabalharão apenas durante a coleta dos dados.

Serviço


Processo seletivo simplificado do IBGE no RN

596 vagas no total Inscrições: 21/09 a 06/10
Taxa: de R$ 18 a R$ 30, dependendo do cargoConcurso IBGE
Confira as oportunidades para o RN:

Agente censitário regional

11 vagas - previsão de contratação: janeiro 2010 - salário: R$ 1.600
Agente censitário administrativo
8 vagas - previsão de contratação: março 2010 - salário: R$ 760

Agente censitário municipal

172 vagas - previsão de contratação: março 2010 - salário: R$ 1.150

Agente censitário supervisor

377 vagas - previsão de contratação: março 2010 - salário: R$ 900

Agente censitário de informática

28 vagas - previsão de contratação: março 2010 - salário:R$900Fonte: IBGE/RN

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Somos a Juventude do PT!

Somos aqueles indignados com as injustiças e as desigualdades sociais. Somos os que não se calam quando é crime pensar pois reivindicamos a tradição militante dos que lutaram bravamente contra a ditadura. Somos fruto de um processo de luta popular, que criou laços de solidariedade entre operários, intelectuais, estudantes, homens e mulheres. Somos pela garantia dos direitos humanos e pela abertura dos arquivos da ditadura, pois temos o direito de conhecer nossa história e enterrar com dignidade nossos nobres lutadores da liberdade. Somos os que pediram as Diretas Já e que clamaram pela Anistia e pelo fim do regime autoritário. Somos fruto de um campo democrático-popular que lutou por conquistas na Constituição de 1988 e saiu às ruas com as “caras pintadas” exigindo o impeachment de Fernando Collor.
Somos os que denunciaram a venda do Brasil feita pela aliança conservadora do PSDB-DEM (antigo PFL) através das privatizações. Somos a favor da Reforma Agrária e pelo fim da violência no campo, ficamos de luto a cada morte de um trabalhador/a sem terra. Somos contra o neoliberalismo que transforma cidadão em cliente, cidadania em mercado, humanidade em lucro. Somos por uma cultura de paz para por fim no genocídio gerado pela violência urbana. Somos dos movimentos que resistiram com firmeza à década neoliberal de FHC e que luta dia-a-dia para desconstruir esta lógica excludente e transformar nosso país.
Somos os que pintam o poder de preto com orgulho e respeito por negros/as, pela promoção da igualdade racial, contra o racismo e discriminação. Somos pela igualdade entre homens e mulheres, pintamos o poder de lilás, condenamos o machismo e a violência contra a mulher. Somos pela liberdade de amar e do amor, pela respeito à livre orientação sexual e contra a homofobia. Somos contemporâneos dos problemas ambientais e climáticos mais assustadores do nosso planeta, lutamos pela preservação do meio ambiente e pelo desenvolvimento sustentável da humanidade.
Somos aqueles que reivindicam uma urgente Reforma Política que combata a corrupção e os vícios de nosso sistema político, como o clientelismo e as oligarquias. Somos a geração da internet e queremos a democratização dos meios de comunicação para valorizar nossa cultura e expurgar os manipuladores dos grandes meios de comunicação.
Somos os que resistiram ao desmonte da educação neoliberal e que denunciaram o sucateamento das universidades públicas e o crescimento desregulado e irresponsável do ensino privado. Somos o que sonharam e transformaram a esperança em realidade, vencemos o medo e elegemos o primeiro Presidente de origem operária do Brasil. Somos do imenso exercito brasileiros/as que trabalham cotidianamente por um país mais justo e decente... E não desistimos nunca! Somos participantes de conquistas históricas do movimento estudantil e de toda juventude, como PROUNI e a ampliação do ensino superior público, o PROJOVEM, as ações afirmativas, entre muitas outras conquistas de governos e movimentos sociais progressistas.
Somos aqueles filhos/as da militância de Che Guevara, Olga Benário, Paulo Freire, Luther king, Marx, Pagu, Florestan Fernandes, Gandhi, Anderson Luiz, Zumbi, Vladimir Herzog, entre muitos outros mártires da luta pela emancipação social. Somos jovens que dedicam sua vida para construir uma sociedade socialista onde todos e todas tenham oportunidades de desenvolver suas habilidades e conhecimentos. Somos uma juventude de luta, socialista, amplamente democrática e solidária a luta de todos os movimentos sociais.
Somos por um PT ousado e socialista sempre enraizado na luta social do projeto democrático-popular. Somos por outros outubros e construímos nosso maio de 68 agora. Somos o resultado da ação e do sangue dos imprescindíveis que deram sua vida à luta e que vivem em nossos sentimentos e militância.
Somos a juventude que tem a responsabilidade histórica de honrar nossa tradição militante, ir às ruas de peito aberto para defender e ampliar a cidadania e continuar transformando o Brasil. Somos homens e mulheres jovens que lutam e sonham ao lado de Lula e Dilma em 2010.
Viva a Juventude do PT!
A hora é agora! A Juventude vai a Luta!





Por: Rafael Gustavo de Souza, Coordenador de Organização da JPT/SP

domingo, 13 de setembro de 2009

JUVENTUDE PETISTA INICIA JORNADA DE FORMAÇÃO EM CAMPO GRANDE-RN

Mesa de Abertura

Palestrante Dennys Lucas

Juventude Petista de Campo Grande e região do Médio Oeste iniciou neste dia 12 de setembro sua jornada de formação política para filiados e simpatizantes do PT. Teve uma boa participação de jovens petistas e simpatizantes dos municípios de Campo Grande, Janduis, Viçosa, Assu, Parelhas, Natal e Parau. A palestra de hoje teve como tema “O Socialismo Petista e o Brasil que queremos” com o Palestrante Dennys Lucas (militante da JPT e estudante de Ciências Sociais da UFRN). A abertura do encontro contou com o presidente do PT de Campo Grande Hildebrando Rocha, o vice-prefeito Caramuru Paiva, Samanda representando o mandato da deputada Fátima e Berna Azevedo coordenadora estadual da juventude PT. Logo após a explanação do Palestrante (Dennys Lucas) foram formados os grupos debate os temas e em seguida apresentado a visão de cada grupo sobre o socialismo e o Brasil que queremos.

Grupos de trabalhos

Hoje 13 de setembro, a partir das 8h da manhã dando continuidade ao encontro de formação como temas “O surgimento do PT” e “PT: Estrutura e funcionamento” têm como palestrante o Deputado Estadual e Fundador do PT no Estado (Fernando Mineiro).

sábado, 12 de setembro de 2009

Juventude do PT inicia campanha em defesa do projeto político do partido



“A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar nosso futuro.”


A juventude petista de Campo Grande e região do Médio Oeste, juntamente com a Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) do Rio Grande do Norte, vendo a entendendo a importância de dialogar com os que desejam o aprofundamento das mudanças já realizadas no Brasil. Começara a realizar uma série de Seminários Regionais de Formação Política no estado. O primeiro acontecera nos dias 12 e 13 no município de Campo Grande.
Com o objetivo de mobilizar, organizar e preparar a juventude para a intervenção junto à sociedade, na disputa pela continuidade do projeto político iniciado em 2002, pelo presidente Lula.
A juventude petista de Campo Grande convida os grupos de jovens, grupos de teatros, filiados e simpatizantes do PT para vim junto nessa caminhada rumo a um futuro melhor e de igualdade para todos. O seminário contara com a seguinte programação:




O Seminário será realizado na Escola Municipal Prof. Joaquim Leal Pimenta.

12/09


16h – Chegada dos Participantes

18h – Janta

19h – Abertura

19h15min - "O surgimento do PT"

19h45min - Inscrições (10).

20h15min - Esclarecimentos do palestrante

20h30min - Jornada Cultural e Socialista


13/09


8h - Dinâmica de Apresentação

8h30min - "O socialismo petista e o Brasil que queremos"

9h15min - Grupo de trabalho sobre o

"O socialismo petista e o Brasil que queremos".

10h – Intervalo

10h15min - Apresentação dos grupos de trabalho

10h45min - "PT: estrutura e funcionamento"

11h – Inscrições

11h30min - Esclarecimentos do palestrante

11h45min – Encaminhamentos

12h - Encerramento

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MOMENTO POETICO

OS SETE CONSTITUINTES


Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.
E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.
O juazeiro, seu moço,
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito de independência
Do sertanejo que luta
Na frente da emergência.
Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão.
É hotel do retirante
Que anda de pé no chão,
O general da caatinga
E o vigia do sertão.
E foi debaixo de um deles
Que eu vi um porco falando,
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando.
Isso já faz tanto tempo
Que eu nem me lembro mais
Se foi pra lá de Fortim,
Se foi pra cá de Cristais,
Eu só me lembro direito
Do que disse os animais.
Eu vinha de Canindé
Com sono e muito cansado,
Quando vi perto da estrada
Um juazeiro copado.
Subi, armei minha rede
E fiquei ali deitado.
Como a noite estava linda,
Procurei ver o cruzeiro,
Mas, cansado como estava,
Peguei no sono ligeiro.
Só acordei com uns gritos
Debaixo do juazeiro.
Quando eu olhei para baixo
Eu vi um porco falando,
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando.
O porco dizia assim:
– “Pelas barbas do capeta!
Se nós ficarmos parados
A coisa vai ficar preta...
Do jeito que o homem vai,
Vai acabar o planeta.
Já sujaram os sete mares
Do Atlântico ao mar Egeu,
As florestas estão capengas,
Os rios da cor de breu
E ainda por cima dizem
Que o seboso sou eu.
Os bichos bateram palmas,
O porco deu com a mão,
O rato se levantou
E disse:– “Prestem atenção,
Eu também já não suporto
Ser chamado de ladrão.
O homem, sim, mente e rouba,
Vende a honra, compra o nome.
Nós só pegamos a sobra
Daquilo que ele come
E somente o necessário
Pra saciar nossa fome.”
Palmas, gritos e assovios
Ecoaram na floresta,
A vaca se levantou
E disse franzindo a testa:
– “Eu convivo com o homem,
Mas sei que ele não presta.
É um mal-agradecido,
Orgulhoso, inconsciente.
É doido e se faz de cego,
Não sente o que a gente sente,
E quando nasce e tomando
A pulso o leite da gente.
Entre aplausos e gritos,
A cobra se levantou,
Ficou na ponta do rabo
E disse: – “Também eu sou
Perseguida pelo homem
Pra todo canto que vou.
Pra vocês o homem é ruim,
Mas pra nós ele é cruel.
Mata a cobra, tira o couro,
Come a carne, estoura o fel,
Descarrega todo o ódio
Em cima da cascavel.
É certo, eu tenho veneno,
Mas nunca fiz um canhão.
E entre mim e o homem,
Há uma contradição
O meu veneno é na presa,
O dele no coração.
Entre os venenos do homem,
O meu se perde na sobra...
Numa guerra o homem mata
Centenas numa manobra,
Inda tem cego que diz:
Eu tenho medo de cobra.”
A cobra inda quis falar,
Mas, de repente, um esturro.
É que o rato, pulando,
Pisou no rabo do burro
E o burro partiu pra cima
Do rato pra dar-lhe um murro.
Mas, o morcego notando
Que ia acabar a paz,
Pulou na frente do burro
E disse: – “Calma, rapaz!...
Baixe a guarda, abra o casco,
Não faça o que o homem faz.”
O burro pediu desculpas
E disse: – “Muito obrigado,
Me perdoe se fui grosseiro,
É que eu ando estressado
De tanto apanhar do homem
Sem nunca ter revidado.”
O rato disse: – “Seu burro,
Você sofre porque quer.
Tem força por quatro homens,
Da carroça é o chofer...
Sabe dar coice e morder,
Só apanha se quiser.”
O burro disse: – “Eu sei
Que sou melhor do que ele.
Mas se eu morder o homem
Ou se eu der um coice nele
É mesmo que estar trocando
O meu juízo no dele.
Os bichos todos gritaram:
– “Burro, burro... muito bem!”
O burro disse: – “Obrigado,
Mas aqui ainda tem
O cachorro e o morcego
Que querem falar também.”
O cachorro disse: – “Amigos,
Todos vocês têm razão...
O homem é um quase nada
Rodando na contramão,
Um quebra-cabeça humano
Sem prumo e sem direção.
Eu nunca vou entender
Por que o homem é assim:
Se odeiam, fazem guerra
E tudo o quanto é ruim
E a vacina da raiva
Em vez deles, dão em mim.”
Os bichos bateram palmas
E gritaram: – “Vá em frente.”
Mas o cachorro parou,
Disse: – “Obrigado, gente,
Mas falta ainda o morcego
Dizer o que ele sente.”
O morcego abriu as asas,
Deu uma grande risada
E disse: – “Eu sou o único
Que não posso dizer nada
Porque o homem pra nós
Tem sido até camarada.
Constrói castelos enormes
Com torre, sino e altar,
Põe cerâmica e azulejos
E dão pra gente morar
E deixam milhares deles
Nas ruas, sem ter um lar.”
O morcego bateu asas,
Se perdeu na escuridão,
O rato pediu a vez,
Mas não ouvi nada, não.
Peguei no sono e perdi
O fim da reunião.
Quando o dia amanheceu,
Eu desci do meu poleiro.
Procurei os animais,
Não vi mais nem o roteiro,
Vi somente umas pegadas
Debaixo do juazeiro.
Eu disse olhando as pegadas:
Se essa reunião
Tivesse sido por nós,
Estava coberto o chão
De piubas de cigarros,
Guardanapo e papelão.
Botei a maca nas costas
E saí cortando o vento.
Tirei a viagem toda
Sem tirar do pensamento
Os sete bichos zombando
Do nosso comportamento.
Hoje, quando vejo na rua
Um rato morto no chão,
Um burro mulo piado,
Um homem com um facão
Agredindo a natureza,
Eu tenho plena certeza:
Os bichos tinham razão.
Antonio Francisco, Cordelista e poetico

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SECRETARIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA PARTICIPA DO SEMINÁRIO ESTADUAL DO PGS/2009/2010 EM NATAL

A direita Hildebrando Rocha Secretario Municipal de Agricultura

O Secretario de Agricultura de Campo Grande participou neste, dia 03 de setembro de 2009 de um Seminário Estadual do Programa Garantia Safra no auditório do Hotel Maine em Natal. Este seminário tinha como ponto de discussão a avaliação do programa garantia safra no RN, mudanças no PGS 2009/2010, resolução do comitê gestor, verificação de perdas na lavoura, novas responsabilidade das prefeituras, controle social, estratégica de implantação safra 2009/2010 do PGS/RN entre outros. Hoje no município de Campo Grande tem 383 agricultores aderidos ao programa da safra 2008/2009, aguardando o resultado dos laudos técnicos de produção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e para safra 2009/2010 a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do senhor prefeito Bibi de Nenca e Secretaria de Agricultura já assinou o convênio e solicitou 600 contas para o município.

Saiba mais:

Governo e MDA debatem Garantia Safra no RN

Hulgo Manso Delegado do MDA-RN

A Emater-RN participa do Seminário Estadual do Programa Garantia-Safra, em realização nesta quinta-feira (3), no Hotel Maine, em Natal. O evento, promovido Governo do Estado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Rio Grande do Norte e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e da Pesca (Sape) busca melhorar a atuação do programa no estado.
Da pauta do evento consta a evolução do programa no Rio Grande do Norte. Na safra passada houve a participação de 70 municípios. Para a safra 2009/2010 houve um aumento no número de adesão de prefeituras totalizando 89 cidades. Com isso, o estado passa a ter mais de 50% dos municípios assistidos pelo programa. A perspectiva para esta safra é beneficiar mais de 25 mil agricultores.


João Luiz Guadagnin (MDA)

O Garantia Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do MDA. O objetivo é proporcionar segurança ao exercício da atividade agrícola na região do semi-árido brasileiro. Em caso do agricultor perca a safra por causa da seca ou excesso de chuvas, ele poderá ter uma renda por tempo determinado (R$ 150 durante quatro meses).
O seguro é destinado aos agricultores familiares que cultivam arroz, milho, feijão, algodão e mandioca. Para participar do Garantia Safra o agricultor familiar precisa pagar R$ 6, enquanto a prefeitura participa com R$ 18 por agricultor inscrito no seguro, e o estado, com R$ 36 por pessoa. O restante do pagamento é de responsabilidade do Governo Federal.
Participam do seminário o diretor de Financiamento e Produção da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, João Luiz Guadagnin; diretor técnico da Emater-RN, Mario Varela Amorim; secretário da Sape, Francisco das Chagas Azevedo; delegado do MDA no estado, Hugo Manso; e agentes de Ater e representantes de prefeituras municipais.

domingo, 6 de setembro de 2009

MOMENTO DA POESIA

AQUELA DOSE DE AMOR
Um certo dia eu estava
Ao redor da minha aldeia
Atirando nas rolinhas,
Caçando rastros na areia,
Atrás de me divertir
Brincando com a vida alheia.
Eu andava mais na sombra
Devido ao sol muito quente,
Quando vi uma juriti
Bebendo numa vertente.
Atirei, ela voou.
Mas foi cair lá na frente.
Carreguei a espingarda,
Saí olhando pro chão,
Procurando a juriti
Nos troncos do algodão,
Quando surgiu um velhinho
Com um taco de pão na mão.
O velho disse: - “Senhor,
Não quero lhe ofender,
Mas se está com tanta fome
E não tem o que comer,
Mate a fome com este pão,
Deixe este pássaro viver.
”Eu disse: - Muito obrigado,
Pode guardar o seu pão...
Eu gasto mais do que isso
Com a minha munição.
Eu mato só por prazer,
Eu caço por diversão.
O velho disse: -“É normal
Esse orgulho do senhor
E todo esse egoísmo
Que tem no interior.
É porque falta no peito
Aquela dose de amor.
Se eu tivesse botado
Ela no seu coração,
Você jamais mataria
Um pardal sem precisão,
Nem dava um tiro num pato
Apenas por diversão.
”Eu fiquei muito confuso
Com as frases do ancião.
Aquelas suas palavras
Tocaram meu coração
Derrubando meu orgulho
E a vaidade no chão.
Me vali da humildade
E disse: - Perdão, senhor,
Desculpe a minha arrogância,
Mas lhe peço um favor,
Que me conte essa história
Sobre essa dose de amor.
O velho disse: - “Pois não.
Vou explicar ao senhor
Porque mesmo sem querer
Sou o maior causador
De hoje em dia o ser humano
Ser tão carente de amor.
Isso tudo aconteceu
Há muitos séculos atrás
Quando meu Pai fez o mundo
Terra, mares, vegetais.
Me pediu pra lhe ajudar
No último dos animais.
Pai me disse: - ‘Filho, eu fiz
Da formiga ao pelicano;
Botei veneno na cobra,
Bico grande no tucano,
Agora estou terminando
Este animal ser humano.
Mas ficou meio sem graça
Este animal predador...
O couro não deu pra nada,
A carne não tem sabor,
Na cabeça tem juízo,
Mas, no peito, pouco amor.
Por isso que eu lhe chamei
Pra você lhe consertar,
Botar mais amor no peito,
Lhe ensinar a amar
E tirar dessa cabeça
O desejo de matar’.
Depois disse: - ‘Filho, vá
Amanhã lá no quintal,
No casa dos sentimentos,
Perto do pote do mal...
Traga a dose de amor
E bote nesse animal’.
De manhã eu fui buscar
Aquela dose sozinho,
Mas na volta me entreti
Brincando com um passarinho
Perdi a dose do amor
Numa curva do caminho.
Quando eu notei que perdi,
Voltei correndo pra trás,
Procurei em todo canto,
Mas cadê eu achar mais.
Aí eu fiz a loucura
Que toda criança faz.
Voltei, peguei outra dose
Igualzinha a do amor,
O vidro da mesma altura,
O rótulo da mesma cor...
Cheguei em casa e botei
No peito do predador.
Mas logo no outro dia
Meu pai sem querer deu fé
Do animal ser humano
Chutando o sapo com o pé
E no outro ele mangando
Dos olhos do caboré.
Vendo aquilo pai chorou,
Ficou triste, passou mal,
Me chamou e disse: - ‘Filho,
O bicho não tá normal.
O que foi que você fez
No peito desse animal?’
Quando eu contei a verdade
De tudo aquilo que eu fiz
Pai disse tremendo a voz:- ‘Eu sei que você não quis,
Mas você botou foi ódio
No peito desse infeliz.
Esse bicho inteligente
Com esse ódio profundo,
Com pouco amor nesse peito
Não vai parar um segundo
Enquanto não destruir
A última célula do mundo.
Depois daquelas palavras,
Chorei como um santo chora.
Quando foi à meia-noite
Eu saí de porta afora
E nunca mais eu pisei
Na casa que meu pai mora.
Daquele dia pra cá
É esta a minha pisada,
Procurando aquela dose
Em todo canto da estrada,
Pois, sem ela, o ser humano
Pra meu pai não vale nada.
Sem ela, vocês humanos
Não sabem dar sem pedir,
Viver sem hipocrisia,
Ficar por trás sem trair
Nem distante do poder
Nem discursar sem mentir.
Sem ela, vocês trucidam
E batizam os crimes seus.
Na era medieval
Queimaram bruxas e ateus
E perseguiram os hereges
Usando o nome de Deus.
Sem ela, foram pra África
E fizeram a escravidão...
Com os grilhões do preconceito
Escravizaram o irmão
Com a espada na cintura
E uma bíblia na mão’.
O velho disse: - “Perdoe
Ter tomado o tempo seu.
Consertar vocês, humanos,
É um problema só meu.”
Aí o velho sumiu
Do jeito que apareceu.
E eu fiquei ali em pé
Coçando o queixo com a mão,
Pensando se era verdade
As frases do ancião
Ou se era tudo fruto
Da minha imaginação.
E naquele mesmo instante
Vi passando na estrada
A juriti que eu chumbei
Com uma asa quebrada,
Mas não tive mais coragem
De atirar na coitada.
Joguei fora a espingarda,
Voltei olhando pro chão
Procurando aquela dose
Nos troncos do algodão
Pra guardá-la com carinho
Dentro do meu coração.
Se acaso algum de vocês
Tiver a felicidade
De encontrar aquela dose,
Eu peço por caridade
Derrame todo o sabor
Daquela dose de amor
No peito da humanidade.
Autor:Poeta cordelista Antonio Francisco