EM CAMPO

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sábado, 16 de julho de 2011

Caramuru Paiva, nosso Luiz XV
Hildebrando Rocha - Caramuru Paiva e deputado Mineiro(foto arquivo)
Prezado CARAMURU. Ultimamente percebo nos blogs de nossa cidade um forte interesse pela História. Confesso que isso me deixaria bastante contente (principalmente por ter tido minha profissão desqualificada outrora) se as análises não fossem feitas de forma anacrônica, ligando muitas vezes questões que jamais poderiam ser ligadas. Talvez o motivo seja a (Ir)responsabilidade em procurar boas fontes de pesquisa ou, talvez, a preguiça de pensar um pouco e registrar as diferenças dos diversos “Luises” que passaram pelo trono francês. De todo modo, antecipo, não se preocupe, Luís XV não foi um monarca ruim, nem teve contato com Maria Antonieta, essa sim, morta junto a outro Luís (esse o XVI). Desse modo, não tinha nem como eles brigarem... Assim, você, nosso Luís XV, terá muita paz com Antonieta... Eta, eta, eita.

Embora ache anacrônico, mas já que virou moda, podemos conhecer a história de um outro Luís, esse o XIV, que aí sim, você deveria ter vergonha de ser comparado. Então, como é típico agora relacionar, podemos equiparar com um político campo-grandense que exigiu respeito por ser a MAIOR autoridade do município. Veja, isso me lembra uma frase de Luís XIV, o Rei Sol, que teria dito O ESTADO SOU EU, demonstrando toda a centralização e cunho nada democrático pelo monarca, mas claro (não cometamos anacronismo) na época da centralização do Estado, hoje vivemos em uma democracia fajuta. Do mesmo modo, Cara, não se preocupe, você poderia ser comparado ao Luís XVI, esse degolado junto a Antonieta, AH, ANTONIETA (ETA, ETA, EITA). Dito de outro modo, embora queiram muito a sua cabeça, ela não rolará... ACREDITE. E pra que você ficar mais feliz, Luís XV ainda era conhecido como o Bem-amado. Enfim, se quizeram criticar, elogios foram feitos.

A ANPUH (Associação Nacional dos Profissionais de História) adverte: para se contar História, histórias e estórias (que faz 50 anos que não mais se divide assim, mas já quiseram frisar outrora) deve-se no mínimo ter a atenção de se ligar nos mínimos detalhes: XIV, XV, XVI SÃO números diferentes.

* Escrito por Saul Estevam (Mestre em História e professor substituto da UFRN)

Fonte: blogdocaramuru.blogspot.com

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