EM CAMPO

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domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre a hipocrisia eleitoral: Mônica Serra e a ‘assassina de criancinhas’

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Leitores e leitoras do blog me cobraram posição sobre a notícia de que Mônica Serra havia feito um aborto durante a Ditadura Militar no Chile. Apesar de ter lido tudo sobre o que saiu, recusava-me a discutir uma questão que continuo achando que é de âmbito privado, de interesse apenas do casal que toma uma decisão difícil como esta e que o Estado laico tem de encarar o aborto como uma questão de saúde pública, já que o aborto sem acompanhamento médico provoca a morte de milhares de mulheres pobres no país. Assim, minha recusa em comentar este caso vem da repulsa de como a fé foi manipulada na discussão do aborto em prol da hipocrisia eleitoral.

De todos os boatos infundados desta campanha o mais danoso deles foi sem dúvida a manipulação da fé cristã em relação ao aborto.

Já falamos aqui que o PNDH3 não é uma invenção petista pois, além de incorporar em sua redação todos os planos anteriores do governo FHC (PNDH1 e PNDH2), teve a colaboração de toda sociedade civil em sua redação, foi resultado de um amplo debate, fruto de inúmeras conferências regionais, estaduais e nacional.

Questões básicas dos direitos civis como a garantia de união civil aos homossexuais, direito de herança, adoção etc., e a saúde da mulher, seus direitos reprodutivos e a descriminalização do aborto foram manipuladas eleitoralmente por José Serra, sua esposa, seus partidários e sua campanha. Independente de quem ocupar a presidência da República em 01/01/2011 a sociedade brasileira viveu nessas últimas semanas um retrocesso sem precedentes neste debate.

Blogueiros e blogueiras como eu que não cederam em relação à defesa dos princípios dos direitos civis sofremos ataques imensos. Tenho cerca de 70 comentários bloqueados no Maria Frô, fora os que apaguei e centenas de e-mails (alguns encaminhei para o Ministério Público) que nos acusam de tudo, nos demonizam pela nossa defesa do Estado Laico e republicano.

Nós mulheres e homens, cidadãs e cidadãos comprometidos com a democracia e os direitos civis, com os Direitos Humanos temos muito a lamentar por ter um candidato que para se manter na disputa eleitoral foi capaz de abandonar a tradição democrática de seu próprio partido na defesa dos Direitos Humanos, expressa nos PNDH1 e PNDH2, de ignorar medidas que ele próprio tomou em relação ao aborto (visto como caso de saúde pública) e manipular bandeiras tão caras como: a saúde da mulher, a luta contra homofobia, tratando-as como coisas sujas, demoníacas.

Nos e-mails, contas do twitter, nas mensagens que fazem referência ao aborto enviados por essa campanha imunda nos assustamos diante do conteúdo e da percepção do quão baixa, agressiva e rasteira pode se levada a discussão sobre esses temas tão importantes. Fotos de bebês mortos sangrando estão expostas em alguns perfis de contas fakes no twitter, comunidades grotescas de estilo semelhante no orkut e textos horríveis mal escritos em letras garrafais xingam a candidata Dilma Rousseff de abortista, ‘assassina de criancinhas’, expressão que, segundo o Estadão, foi usada por Mônica Serra, esposa do candidato José Serra, num evento para evangélicos no Rio de Janeiro.

Para este blog, o fato de Mônica Serra ter feito um aborto seguro e não ter posto em risco a sua vida deveria ser um direito de todas as mulheres pobres que, como Mônica Serra, um dia tiveram de tomar esta decisão doloridíssima. Sobre isso Denise Arcoverde tratou hoje em seu blog: No exílio, Mônica e José Serra decidiram fazer um aborto seguro. Só eles podem?

Só espero que a sociedade civil organizada, defensora dos Direitos Humanos, dos direitos civis continue tendo energia para se sobrepor aos discursos oportunistas dentro e fora da campanha eleitoral, como os que vimos na mídia tradicional que criminalizou o PNDH3 na defesa de seus interesses comerciais. Neste sentido chama a atenção o fato de a Folha de São Paulo hoje, na coluna da jornalista Mônica Bergamo, ter trazido o aborto de Mônica Serra para as páginas de seu jornal impresso e, ao mesmo tempo, não ter dado nenhum destaque para a coluna na página das notícias sobre as eleições da Folha.com ou Portal da Uol.

Abaixo, reproduzo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo de hoje:










Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna

Abaixo, reproduzo a coluna de Mônica

Reportagem tentou ouvir mulher de candidato tucano por dois dias, sem sucesso

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O discurso do candidato à Presidência José Serra (PSDB) de que é contra o aborto por “valores cristãos”, que impedem a interrupção da gravidez em quaisquer circunstâncias, é questionado por ex-alunas de sua mulher, Monica Serra.
Num evento no Rio, há um mês, a psicóloga teria dito a um evangélico, segundo a Agência Estado, que a candidata Dilma Rousseff (PT), que já defendeu a descriminalização do aborto, é a favor de “matar criancinhas”.
Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Monica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido.
Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher. Em 1973, com o golpe que levou Augusto Pinochet ao poder, o casal se mudou para os Estados Unidos.

OUTRO LADO
A Folha tentou falar com Monica Serra durante dois dias para com
entar o relato das ex-alunas, sem sucesso.
Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, no domingo, 10, a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, 37, postou uma mensagem em seu Facebook para “deixar a minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra” em relação ao tema.
Ela escreveu que Serra não respeitava “tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Monica Serra já fez um aborto”. A mensagem foi replicada em outras páginas do site e em blogs.
“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”, escreveu Sheila no Facebook. “Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?”
À Folha a bailarina diz que “confirma cem por cento” tudo o que escreveu. Sheila afirma que não é filiada a partido político. Diz ter votado em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno. No segundo, estará no Líbano, onde participará de performance de arte.
Se estivesse no Brasil, optaria por Dilma Rousseff (PT). Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, que foi aluna de mestrado na USP de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993. Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado pela primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008).
Militante feminista, Majô foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB.
A socióloga disse à Folha estar “preocupada” com a filha, mas afirma que a criou para “ser uma mulher livre” e que ela “agiu como cidadã”.
Sheila é casada com o antropólogo italiano Massimo Canevacci, que foi professor de antropologia cultural na Universidade La Sapienza, em Roma, e hoje dirige pesquisas no Brasil.
A Folha localizou uma colega de classe de Sheila pelo Facebook. Professora de dança em Brasília, ela concordou em falar sob a condição de anonimato.
Contou que, nas aulas, as alunas se sentavam em círculos, criando uma situação de intimidade. Enquanto fazia gestos de dança, Monica explicava como marcas e traumas da vida alteram movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.
Segundo a ex-estudante, as pessoas compartilhavam suas histórias, algo comum em uma aula de psicologia.
Nesse contexto, afirmou, Monica compartilhou sua história com o grupo de alunas. Disse ter feito o aborto por causa da ditadura.
Ainda de acordo com a ex-aluna, Monica disse que o futuro dela e do marido, José Serra, era muito incerto.
Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável.
“Ela não confessou. Ela contou”, diz Sheila Canevacci. “Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Na mira da PF, os senadores Agripino Maia e Sérgio Guerra: Pandora inesgotável

Por Leandro Fortes

As investigações do esquema do governo Arruda no Distrito Federal prosseguem. Na mira da PF, os senadores Agripino Maia e Sérgio Guerra.

Em 27 de novembro de 2009, o delegado Wellington Soares Gonçalves, da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, deu uma batida no gabinete de Fábio Simão, então chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. A ação, autorizada pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fazia parte da Operação Caixa de Pandora, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, responsável pela desarti-culação de uma quadrilha montada no governo local movida a corrupção pesada e farta distribuição de propinas.

Na sala de Simão, a equipe de policiais federais encontrou um CD com a seguinte inscrição: “Dist. De Dinh. Da Qualy, 8/10/2005”. Levado à perícia, o disco se revelaria um indício comprometedor contra dois dos principais líderes da oposição no Congresso Nacional, os senadores Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, e Sérgio Guerra, do PSDB de Pernambuco. Guerra ocupa também a presidência nacional do partido e coordena a campanha de José Serra à Presidência.

Feita a análise pela Divisão de Contra-inteligência da PF, descobriu-se que o CD possuía um único e extenso arquivo de áudio e vídeo, de 42,4 megabytes, com 46 minutos e dois segundos de duração. Nele estava registrada a conversa entre um homem não identificado e uma mulher identificada apenas como Dominga.

A investigação dos federais revelou que Dominga era auxiliar de serviço -geral de uma companhia chamada Inteco, depois contratada pela Qualix Serviços Ambientais, empresa de coleta de lixo do Distrito Federal apontada como um dos sorvedouros de dinheiro público do esquema de corrupção do DEM em Brasília e parte de uma disputa política na qual se contrapõem Arruda e o também ex-governador Joaquim Roriz, do PSC. O chefe de Dominga era Eduardo Badra, então diretor da Qualix, para quem ela organizava a agenda, fazia depósitos bancários e “serviços particulares”. Na conversa com o amigo desconhecido, Dominga explicou que serviços eram esses.

Cont. em: www.construindoumnovobrasil.com.br

PROJOVEM CAMPO SABERES DA TERRA

Turmas: FETRAF-RN

1º Edição / 2008 – Território: Mato Grande

COORDENADORES

TURMA

MUNICÍPIO

LOCAL

Maria Egivânia dos Santos

Emmanuel Bezerra

Caiçara do Norte

E. M. Emmanuel Bezerra dos Santos

Nova Olinda

Povoado Pedrinhas

São Bento

Bento Fernandes

Rua Tiradentes, 66

Elizangela de Paiva Leite

Riacho

Riachuelo

Rua Presidente Vargas, 547

Cajá

Touros

Patativa do Assaré

Claudia Regina Pinheiro de Lima

Gostoso é Aprender

São Miguel do Gostoso

Comunidade Novo Mundo

1º Edição / 2008 – Território: Sertão do Apodi

COORDENADORES

TURMA

MUNICÍPIO

LOCAL

Claudia Pinto Diógenes

Sementes Nativas

Apodi

Comunidade Santa Rosa

(E. E. Valdomiro Pedro Viana)

Maria das Chagas de Oliveira

Carnaúba

Parau

Povoado Bom Lugar

(E. M. Bom Lugar)

Rosado

Gov. Dix Sept-Rosado

Sítio Três Marias

(E. M. Francisco Queiroz Porto)

Maria Marlene de Oliveira Souza

Raimundo Canuto de Brito

Janduís

Sítio Permissão

(E. M. Antonia Euri de Brito)

João Branco

Messias Targino

Messias Targino

(E. M. Julio Benedito)

Nota 01 – Data: 15 de outubro de 2010

Solicitamos aos respectivos coordenadores de turma (1º Edição / 2008), que realizem contato junto a FETRAF-RN, (84) 3605-4981, direcionado a Eduardo da Silva Pinto (pintomail2000@yahoo.com.br). No qual está responsável, junto com Cícera Franco, para o devido apoio organizativo e pedagógico. Na busca do bom desenvolvimento de suas respectivas turmas.

Necessitamos de seus telefones de contatos, como também, de seus respectivos e-mail’s. Pois estaremos, o quanto antes, lhe comunicando.

Desde já, agradece

Eduardo da Silva Pinto

Assessoria Educação do Campo

Fetraf-RN / Projovem Campo Saberes da Terra

SELEÇÃO DE TECNICOS AGRICOLAS PARA O PROGRAMA PROJOVEM CAMPO – SABERES DA TERRA POTIGUAR

A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO E DA CULTURA ABRIU INSCRIÇÕES PARA O PROCESSO SELETIVO QUE VISA A CONTRATAÇÃO DE TÉCNICOS AGRICOLAS PARA ATUAREM NO PROGRAMA PROJOVEM CAMPO – SABERES DA TERRA POTIGUAR, PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O LINK ABAIXO…

EDITAL DO PROCESSO SELETIVO

VAMOS REPASSAR GALERA E DESMASCARAR QUEM É ESSE TUCANO

Olá,

Vejam esta informação.
È bom lembrar que sempre enviamos a fonte da informação, ou seja, tudo pode ser
comprovado.Abços
Prof. Marcos Roberto - Marquinhos
Caraúbas


VAMOS REPASSAR GALERA E DESMASCARAR QUEM É ESSE TUCANO
Vale a pena ler até o final, pensem no que querem para o Brasil...
E para o Nordeste!
Vamos repassar este.....

Em comemoração aos 20 anos da Constituição, completados no último dia 5 de
outubro, a assessoria do DIAP faz um resgate histórico dostrabalhos da
Assembléia Nacional Constituinte, período que culminoucom a promulgação da
Carta Cidadã, quando o Departamento produziu apublicação Quem foi Quem na
Constituinte;.

Conheça quem foi José Serra...

1) -Votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
2) -Votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
3) -Votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
4)- Votou contra o monopólio nacional da
distribuição do petróleo;
5) -Negou seu voto pelo direito de greve;
6) -Negou
seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
7)-Negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
8)-Negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
9 -Negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
10) -Negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
Fonte: DIAP -- “Quem foi quem na Constituinte”

PSDB, PPS e DEM, partidos que apoiam e governaram São Paulo com José Serra, são
os mesmos que não votam de maneira nenhuma reforma agrária, a diminuição das
horas semanais para 40 horas, na licença maternidade.
Essa turma; que está aí ao lado de José Serra, apoiou as privatizações, são
contra o Mercosul e esquecem que a Refinaria Clara Camarão, a Br 101, a
duplicação da Br-304 em Mossoró pertecem ao PAC.
Essa mesma turma defende aquela mesma ladainha de enxugar o estado, ou seja,
privatizar tudo e continuar pedindo esmolas ao (FMI)
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