EM CAMPO

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sertão Verde realiza Reunião de Sensibilização dos Cursos de Pesca e Aquicultura/IFPR

 * Iracema Maniele
 
Nesta manhã de Quarta-Feira (10/11) apartir das 09:00 horas realizou-se no auditório da Casa de Cultura Cleto de Souza no município de Campo Grande a Reunião de Sensiblização dos Cursos Técnicos de Pesca e Aquicultura, com responsabilidade do Pólo Territorial Núcleo Sertão Verde, por meio do Instituto Federal do Paraná – EAD/IFPR, Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e o Ministério da Educação – MEC.
Na oportunidade se fizeram presentes um publico de 50 alunos e alunas selecionados através de um edital publico de seleção, as tutoras presenciais com os nomes de Micilene Vieira e Liliana Almeida que estarão em sala de aula como colaboradoras de conhecimentos e contatos para comunicação nas teleaulas que acontecerão nas segundas-feira e terças-feira na Tele Sala na sede do Núcleo Sertão Verde que ocorrerão nos seguintes horários: Curso de Aquicultura apartir das 07:20 às 11:00 horas e Pesca nas tardes de 13:20 às 17:00 horas. Como também a presença de autoridade locais como a Secretária de Educação Municipal Nerialba, Secretário de Agricultura e Recursos Hídricos Hildebrando Rocha e Diretora da Escola Municipal Iêda Medeiros Luiza Vieira.
O momento foi de príncipio para organizar agendas e repasses de informações sobre ambos cursos que irão atender a um publico de jovens e adultos do município de Campo Grande e cidades da região, que irão aprimorar seus conhecimentos sobre a área de conhecimentos da Pesca e Aquicultura e a qualificação permanente de profissionais aptos a exerecer suas funções. 
Noticia do Sertão

Dificuldade de dados é maior desafio

Alberto Cortez, Secretário Estadual Adjunto de Pesca
 
Embora o Rio Grande do Norte seja um dos maiores exportadores de pescado do país, especialmente de atum, ainda não existem estatísticas seguras sobre o setor no Estado. O alerta é feito pelo secretário estadual adjunto de Pesca, Alberto Cortez. Nessa entrevista ele traça um panorama geral sobre a atividade no Estado, a crise evidenciada a partir de 2008 e as perspectivas para o futuro. 

A pesca será um dos assuntos abordados na próxima edição do projeto Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, uma realização da TRIBUNA DO NORTE, Fiern, Fecomércio/RN e RG Salamanca Investimentos, com patrocínio do Banco do Brasil, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que será realizado no próximo dia 22, no auditório Albano Franco, na Casa da Indústria, a partir das 8h. O tema escolhido para o seminário é  “Setor Exportador: Agronegócio e Pesca”.

Qual a realidade da pesca no Rio Grande do Norte, hoje?

Hoje nós estamos vivendo um momento de crise, mas com perspectiva de recuperação. Por causa da crise internacional que se estabeleceu a partir de 2008 houve uma inversão na equação de nossas importações. Até então, a gente exportava 80 em cada 100 kg de peixe, que a pesca industrial/oceânica, trazia. A crise internacional realmente deixou o setor praticamente no fundo do poço. Mas os empreendedores do setor no Rio Grande do Norte  conseguiram colocar o pescado produzido aqui nos mercados regionais brasileiros. A alternativa deu certo, mas enfrentou algumas dificuldades como a concorrência com o pescado oriundo do sudeste asiático, que chegava ao Brasil pelo Mercosul.

E qual foi a solução encontrada pelos armadores para equalizar essa situação?

Temos aí dois pontos. O primeiro foi a redução na alíquota do ICMS. Como não era possível que o imposto fosse isentado, fixou-se o percentual de 2%, praticamente simbólico. Isso não significa dizer que isso aí botou um ponto final na crise, mas deu um oxigênio a mais para o setor. Aliado a isso, uma outra iniciativa importante foi o programa de equalização econômica do óleo diesel para embarcações pesqueiras, que é um exemplo para todo o país por causa da agilidade. Quando falo em agilidade me reporto ao fato de o Rio Grande do Norte ser o primeiro Estado a publicar o decreto de isenção do diesel. Essa isenção é anual e começa a vigorar a partir do primeiro dia útil do ano e termina no último. Aqui no RN, o decreto sempre foi muito ágil e isso é interessante porque outros estados que também têm essa política  publicam esses decretos no mês de março, abril. Até porque no caso do Rio Grande do Norte isso se torna muito importante porque a safra de atum passa de um ano para o outro, e esse é o nosso principal produto pesqueiro de exportação. Ela começa em outubro e vai até meados de abril. Seria complicado se o decreto não vigorasse logo. Essas duas políticas conferiram fôlego a mais para que os armadores de pesca oceânica pudessem continuar com suas atividades, mandando seus produtos, se bem que de uma forma bem reduzida, em termos de toneladas exportadas, mas que não houvesse uma paralisação total da atividade.

Quais são as perspectivas para a recuperação do setor?

A curto prazo, temos a possibilidade de recuperação mediante as vendas nacionais, já beneficiadas pela redução no ICMS. E também por medidas que o Ministério da Pesca tomou com relação à entrada desses produtos estrangeiros no Brasil, com maior controle, inclusive no tocante às condições sanitárias. Com relação à exportação, ainda há essa dependência, mas gostaria muito de ver confirmada a concretização da vinda de uma frota japonesa, associada a empresas natalenses e isso aí seria um salto quantitativo e qualitativo em nossas exportações de atum. Isso pode se concretizar no mais tardar até o final deste mês, e deve, pelo que está planejado, provocar um aumento da produção pesqueira atuneira do Rio Grande do Norte em 12 mil toneladas a mais. Hoje essa produção está em torno de 9 mil toneladas.

Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelo setor?

O que é necessário para a gente dar saltos qualitativos é superar a dificuldade de dados. Precisamos ter, sistematicamente, estatísticas de produção, números que dimensionem o tamanho real do setor. É isso que confere credibilidade perante o poder público. O governo brasileiro sabe o tamanho da agricultura, o tamanho da nossa pecuária, e pode implementar políticas públicas voltadas para essas áreas. Mas este mesmo governo não pode chegar e estabelecer uma política pública de milhões e milhões de reais para um setor que não sabe que tamanho tem. A pesca industrial tem dados, porque é mais organizada, trabalha com bancos. As empresas do setor sabem quanto pescaram, quanto jogaram no mercado interno e quanto mandaram para o mercado exterior. Entretanto, o grosso é a pesca artesanal. E este cidadão que leva adiante a pesca artesanal não gosta de dar informações. Temos um projeto piloto de estatística pesqueira em 14 município do interior, mas é muito difícil coletar informações.

Existe algum tipo de rivalidade entre a pesca artesanal e a industrial aqui no Estado?

Talvez a maioria das pessoas nem saiba, mas as empresas de pesca oceânica adquirem boa parte dos produtos oriundos da pesca artesanal. São atividades que se complementam. Temos aqui no Estado algumas características muito favoráveis como o fato de não haver atrito entre esses dois segmentos do setor pesqueiro. Aqui eles trabalham em cima de estoques distintos. Enquanto a pesca oceânica é basicamente uma pesca centrada na captura de atuns, com um bom grau de tecnologia, a pesca artesanal se limita ao espaço da plataforma continental, que não é um espaço da pesca industrial. Aqui não há briga por espaço, nem por espécie, diferentemente por exemplo do Sul e Sudeste, onde há conflitos muito graves, porque tanto a pesca artesanal, quanto a industrial tem como foco espécies idênticas.

Com relação à pesca da lagosta, os volumes exportados pelo RN vêm caindo, mas isso não ocorre em Estados vizinhos. Como o senhor avalia esse panorama?

Vejo com uma certa estranheza a questão da pesca da lagosta no Rio Grande do Norte. Não tenho certeza se há escassez de estoque, porque tanto o Ceará, quanto Pernambuco têm exportado bastante. Há também a  questão cambial – por causa da queda do dólar a  atividade pode não ser mais tão atrativa. Houve ainda uma retração da demanda internacional, não só por peixe, mas por lagosta também. Mesmo assim o Ceará e Pernambuco tem bons níveis de exportação, enquanto o Rio Grande do Norte está amargando uma lanterninha. Mas a meu ver a questão aqui não é logística. O grande problema, não diria que é o maior, mas é muito grave, é de natureza ambiental. As leis ambientais que vigoram para a lagosta do RN são as mesmas da PB, PE e CE, entretanto o rigor com que essas normativas são aplicadas aqui no Rio Grande do Norte não. Ou seja, nós estamos sendo mais realistas que o rei. Não estou aqui querendo me contrapor à legislação, à legalidade, apenas dizendo uma constatação.

Qual o destino do pescado produzido no RN?

Exportamos basicamente para o mercado norte-americano e europeu – especialmente para  países como Espanha, França, Portugal.

O que falta para Natal/Rio Grande do Norte se tornar um grande polo pesqueiro?

O que nos falta é uma indústria instalada para dar suporte à frota, ou seja, estaleiros. Não se concebe você ter uma frota de automóveis, se você não tem uma oficina. Não se concebe você ter a principal frota atuneira do país, sermos os maiores exportadores de atum do país, e não ter essa atividade de apoio. Essa é uma preocupação que temos de resolver o mais rápido possível, porque o Rio Grande do Norte está deixando, inclusive, de gerar empregos. A recuperação das embarcações pesqueiras, que na linguagem especializada nós chamamos docagem, hoje é feita em Belém do Pará, ou então em Itajaí, no Santa Catarina, principalmente nessas duas cidades. Então se você puxa uma embarcação para Itajaí, são quase 4 mil km, então são 10 dias para ir e 10 dias para voltar. Você imagina se tivéssemos estaleiro aqui, a economia que seria.
Fonte: Tribuna do Norte

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Resultado do Edital de Seleção - Cursos Técnicos de Pesca e Aquicultura/IFPR

* Iracema Maniele

O NÚCLEO SERTÃO VERDE, Pólo responsável pela realização dos Cursos Técnicos em Pesca e Aquicultura, por meio do Instituto Federal do Paraná – EAD/IFPR, Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e o Ministério da Educação – MEC torna publico o resultado da seleção dos alunos e alunas inscritos nos Cursos Técnicos em PESCA e AQUICULTURA. Ao mesmo tempo convinda a todos e todas para uma REUNIÃO DE SENSIBILIZAÇÃO, que será realizada neste dia 10/11 (quarta-feira) às 09:00 horas, na sede do Núcleo Sertão Verde, situada à Rua Professor Basílio, 43 – Centro – Campo Grande/RN.


LISTA DE ALUNOS DO PÓLO DE CAMPO GRANDE-RN
CURSO TÉCNICO EM PESCA
1.
Allyson Emannuel de Souza Vieira
2.
Ana Paula de Souza
3.
Antônia Cláudia Nogueira Viana
4.
Antônia Ranielle Rocha da Costa
5.
Antônia Rosineide Marques
6.
Antonia Unaria Márcia Batista Gondim
7.
Antonio Ailton Rocha dos Santos
8.
Antonio Josselino Batista Liberato
9.
Deyse Samara de Aquino Costa
10.
Eli Regina da Silva
11.
Eronildes Pedro dos Santos
12.
Fabia Caroline Fernandes de Almeida Batista
13.
Francisco das Chagas Fernandes
14.
Francisco Feliciano da Silva
15.
Jailma Gondim Pimenta
16.
Joaquim Pimenta Veras
17.
Kaliane Kena Rocha Godim
18.
Lucas Fernandes de Paula
19.
Maria Lucinalva de Brito Ismael Almeida
20.
Marineide Bezerra de Oliveira
21.
Maurílio Moraes da Costa
22.
Nazario Mariano Moura
23.
Rafaela Fernandes Silva
24.
Raimundo Estevam de Almeida
25.
Veraneide de Aquino Bezerra
LISTA DE ALUNOS DO PÓLO DE CAMPO GRANDE-RN
CURSO TÉCNICO EM AQUICULTURA

1.
Aldiceli Regina da Silva Pereira
2.
Aline Viana da Silva
3.
Antonio Fabricio Cavalcante Costa
4.
Antonio Feliciano Filho
5.
Antonio Kerles da Silva
6.
Carina Manuele Batista Alves
7.
Carlito dos Santos Junior
8.
Claudineide de Oliveira
9.
Francisco Rubens Leite Curinga
10.
Gerlandia Cristina de Medeiros Fernandes
11.
Giuzelio Lobato de Melo
12.
Hildebrando Neres da Rocha
13.
Ivanilson Araújo Dantas
14.
Jane Cleide Bezerra da Silva
15.
Jecamias Fernandes de Morais
16.
José Barboza de Melo Filho
17.
José Enio dos Santos
18.
Maria de Fatima Pimenta Cavalcante
19.
Maria Luzilene Vieira Silva
20.
Orlanio Moura Viana
21.
Paulo Vitor de Oliveira
22.
Rayanne Perla de Góis Pereira
23.
Telicio Carneiro
24.
Vanderlice de Oliveira
25.
Wdares Dantas de Moura

Leia a íntegra do pronunciamento da presidente eleita Dilma Rousseff

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade. A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

A MARAVILHOSA FOTO QUE A IMPRENSA GOLPISTA E PESTILENTA DO BRASIL NÃO PUBLICOU – NEM VAI PUBLICAR


 O nome desta senhora, ex-favelada do Rio de Janeiro, é Corina Edelvina Bento. Ela chora de emoção e sacode as chaves de sua casa nova, ao mesmo tempo que é beijada pelo presidente Lula. Dona Corina morava numa favela em precárias condições, e agora é uma das beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MEC vai criar site para candidatos prejudicados por erro no Enem – Estadão

O Ministério da Educação (MEC) confirmou na tarde deste sábado que houve um erro na impressão do cartão-resposta da prova distribuída hoje a 4,6 milhões de estudantes em todo o País. O órgão também afirmou que criará um “ambiente virtual” para os alunos prejudicados pelo problema. 

A confusão foi no cabeçalho do cartão-resposta, onde os alunos anotaram o gabarito. No caderno de prova, os alunos tinham que responder, em primeiro lugar, as questões de ciências humanas, cujas questões vinham numeradas de 1 a 45. Depois, vinham as perguntas de ciências da natureza, entre os números 46 e 90. No cabeçalho do cartão-resposta, porém, a ordem estava invertida. Na parte correspondente às questões de número 1 a 45, estava escrito ”ciências da natureza” no topo. E, em cima do espaço para marcar as respostas de 46 a 90, estava grafado “ciências humanas”.
O erro, aparentemente simples, confundiu estudantes por todo o País. Alguns perceberam o problema até antes dos fiscais, que ao serem alertados procuraram o MEC. O MEC confirmou ter tido conhecimento do erro apenas no decorrer da prova e disse que orientou todos os fiscais a explicarem o problema aos alunos, pedindo que desconsiderassem o cabeçalho com a grafia trocada e respondessem as perguntas na ordem de 1a 90.

Em algumas cidades, como no Recife, pais de alunos decidiram procurar o Ministéro Público para se queixar. ”Qualquer coisa que induza o aluno ao erro pode dar margem ao aluno para pedir anulação”, diz. A procuradora da República Maria Luiza Grabner, do MPF em São Paulo, diz que ”os alunos que se sentirem lesados, na segunda-feira, podem fazer representação no órgão”.
Essa representação, segundo a procuradora, pode servir de base para uma ação coletiva contra o MEC, para anular a prova. Edson Bortolai, presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, diz que o estudante pode procurar o Procon ou mover uma ação de indenização individual.

Eleições alteram quadro político no RN

As eleições de Dilma Rousseff (PT) como presidenta eleita da República, e Rosalba Ciarlini (DEM), na condição de governadora do Rio Grande do Norte devem refletir substancialmente no novo cenário político do Rio Grande do Norte. A presidenta é adversária da governadora e ambas são, até que se prove o contrário, aliadas da prefeita da capital, Micarla de Sousa (PV). Há, portanto, uma reversão de alianças e parcerias. Enquanto o Estado sairá da condição de parceiro político da presidência da República – tanto Iberê Ferreira como Wilma de Faria são de um partido considerado aliado de primeira hora do PT, o PSB – o Executivo Municipal, tratado na condição de adversário após a eleição de 2008, nutre agora de uma nova expectativa frente ao repasse de dividendos oriundos da União. valter campanato / abr


Presidente Dilma Rousseff é alidada da prefeita de Natal e adversária da goverandora eleita
O senador Garibaldi Alves (PMDB), observou que não acredita em represálias do governo Dilma Rousseff ao Rio Grande do Norte em face da governadora eleita, Rosalba Ciarlini, ser de uma ala oponente ao governo federal. Ele disse que está disposto a apoiá-la nas principais reivindicações e encaminhar assuntos de interesse do estado. Garibaldi é do partido do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). “Essa disposição existe da minha parte e da bancada federal. Não acredito que haja algum problema neste sentido”, ressaltou o peemedebista.
A deputada federal Fátima Bezerra, do PT, reconheceu que um governo com alinhamento político ao grupo que comanda o Planalto se beneficia mais substancialmente em virtude da proximidade programática, no entanto, assegurou que não haverá discriminação. “Naturalmente [com o alinhamento político e programático] isso flui com mais efetividade. A capacidade de articulação se torna  mais potencializadora, mas nem por isso nós podemos destacar que o governo vai deixar de se relacionar institucionalmente. O governo Lula deu demonstração disso e você tire como exemplo Mossoró”. A parlamentar petista assinalou que a prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, mesmo estando na condição de oposição ao governo Lula foi muito beneficiada, tendo recebido investimento das áreas mais importantes.
Ainda segundo a petista, a  Prefeitura de Natal também deverá ter o tratamento de uma parceria institucional. “Cabe a ela [Micarla de Sousa] apresentar capacidade de gestão, ter bons projetos para que possa ter uma boa parceria com o governo federal. Ela vai ser tratada do mesmo jeito, a partir de janeiro do ano que vem”, atestou Fátima Bezerra.
A governadora eleita tem afirmado, sempre que é questionada sobre o assunto, que vai bater a porta do governo federal para obter as parcerias necessárias  aos investimentos e às ações que pretende implementar no Estado. Ela quer ampliar o número de convênios, os financiamentos e repasses do governo federal. Rosalba, inclusive, fez uma campanha discreta para o candidato José Serra (PSDB), sobretudo no seu principal reduto eleitoral, Mossoró.
Partidos vão definir posicionamento
Enquanto as parcerias administrativas dos partidos com o governo federal já estão definidas – com DEM e PSDB capitaneando a oposição – nas esferas estadual e municipal ainda há indefinições e, neste caso, de legendas consideradas potenciais para a governabilidade, como o PMDB. Dividido no período eleitoral, a legenda comandada pelo deputado federal Henrique Alves e pelo senador Garibaldi Alves, ainda não fechou questão sobre o posicionamento governo/oposição na Assembleia Legislativa. O senador Garibaldi opina que “o melhor seria todos caminharem unidos”, no entanto, tal tese está cada vez mais difícil de prosperar, uma vez que pelo menos dois parlamentares já se disseram situação e outros dois oposição. “Vamos ouvir a todos e eu tenho certeza que o presidente estadual Henrique Alves vai, após isso, encontrar uma solução”, destacou o peemedebista.
No caso da gestão municipal, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, deverá ter o DEM como um aliado distante nos próximos meses. Uma prova disso foram as declarações do senador José Agripino Maia, presidente estadual da legenda, que externou o descontentamento com o apoio da pevista à candidatura de Dilma Rousseff. Micarla de Sousa também deve ter o PT como partido adversário, mesmo com a aproximação da sigla no plano nacional. “Faremos uma oposição com firmeza e com responsabilidade. Claro que se nós tivéssemos um partido aliado no governo do estado seria melhor no nosso ponto de vista, até para dar continuidade. A partir de janeiro nós somente seremos situação no plano nacional”, declarou Fátima Bezerra.

Presidente Lula assina decreto que aprimora a educação na zona rural

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina nesta quinta-feira, 4, decreto que trata da política de educação no campo e regulamenta o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Segundo o decreto, a educação no campo compreende da creche à graduação e a oferta é de responsabilidade compartilhada da União, estados e municípios. A população que reside no campo, objeto do decreto, compreende agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da reforma agrária, trabalhadores rurais assalariados, quilombolas, caiçaras, povos da floresta, caboclos. A esses cidadãos, a escola deve atender respeitando uma série de princípios, entre os quais se destaca o respeito à diversidade, nos aspectos sociais, culturais, ambientais, políticos, econômicos, de gênero, raça e etnia.
 
O decreto atribui ao governo federal a responsabilidade de criar e implementar mecanismos que assegurem a manutenção e o desenvolvimento da educação na área rural, afim de superar a defasagem histórica de acesso, e propõe o enfrentamento de quatro problemas: redução do analfabetismo de jovens e adultos; fomento da educação básica na modalidade jovens e adultos integrando qualificação social e profissional; garantia de fornecimento de energia elétrica, água potável e saneamento básico para as escolas; promoção da inclusão digital com acesso a computadores, conexão à internet e às demais tecnologias digitais.
A formação de professores que lecionam nas escolas rurais também está definida no decreto. Ela deve atender, conforme o artigo quinto, os princípios e objetivos da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, estabelecidos no Decreto nº 6.755, de janeiro de 2009.Calendário escolar de acordo com as particularidades das atividades regionais e dos ciclos produtivos; o reconhecimento da relevância da escola multisseriada, que se caracteriza por turmas de alunos de diferentes idades e graus de conhecimento na mesma sala e com um único professor; e a pedagogia da alternância (combina atividades intensivas na sala de aula com práticas na propriedade) estão contemplados no decreto.Para receber assistência técnica e as transferências voluntárias de recursos do governo federal, o decreto orienta estados e municípios a incluir a educação no campo nos seus planos estaduais e municipais de educação. Os planos de que trata o decreto devem ser construídos a partir do Plano Nacional de Educação (PNE), que o governo federal vai encaminhar ao Congresso Nacional. O PNE vai trazer as metas educacionais a serem alcançadas pelo Brasil no período de 2011 a 2020.

Pronera – A regulamentação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que é executado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), define objetivos, beneficiários e atribui a gestão ao Incra.O público do programa compreende jovens e adultos das famílias atendidas pelos projetos de assentamento do Incra, professores e educadores que atuam no programa, famílias cadastradas e alunos dos cursos de especialização do Incra. Na atividade de gestão, caberá ao instituto coordenar e gerenciar os projetos, produzir manuais técnicos para as atividades, além de coordenar a comissão pedagógica nacional.Políticas em desenvolvimento – O Ministério da Educação desenvolve uma série de ações educacionais dirigidas à população que reside no campo. São elas:Escola Ativa – Esse programa concede bolsas de estudo e de pesquisa para educadores de instituições públicas de ensino superior, supervisores das secretarias estaduais de educação e a professores. Esses bolsistas trabalham na qualificação dos professores que lecionam em escolas multisseriadas. De acordo com o Censo Escolar 2009, das 83 mil escolas rurais que o país tem, 39 mil trabalham com classes multisseriadas. Estudam em classes multisseriadas 1,3 milhão de estudantes do ensino fundamental.
Projovem Campo – É um programa do governo federal destinado a agricultores com idade entre 18 e 29 anos, alfabetizados, mas que não tenham concluído o ensino fundamental. Com dois anos de formação em regime de alternância, os jovens obtêm o certificado de conclusão do ensino fundamental com qualificação em agricultura familiar. Atualmente, 21 estados da Federação recebem recursos do governo federal para fazer a qualificação. Dos 65,2 mil agricultores alvo do programa, 31 mil estão fazendo a formação.
Procampo – O Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação no Campo oferece graduação a professores das escolas rurais que lecionam nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Atualmente, 31 instituições públicas de ensino superior oferecem a licenciatura em educação no campo. Segundo o Censo Escolar 2009, trabalham em escolas rurais 338 mil educadores. Destes, 138 mil têm nível superior. O desafio da União, estados e municípios é oferecer graduação a 196 mil professores que lecionam no campo apenas com formação de nível médio.
Construção de escolas – O Programa de Construção de Escolas no Campo desenvolvido pelo governo federal oferece a estados e municípios projetos arquitetônicos de escolas com tamanhos de uma a seis salas de aula. As escolas rurais multisseriadas também estão incluídas no Programa Dinheiro Direto na Escola (Pdde-campo) que repassa R$ 12 mil, em dinheiro, para ações prioritárias de infraestrutura e aquisição de materiais. Esse recurso é para escolas com até 49 alunos, que são a maioria.

Jornadas de Intercambio

Una Jornada de Intercambio al proyecto 'Caprichando a Morada' de la cooperativa rural de vivienda COOPERHAF en Brasil, ganador del Premio Mundial del Hábitat en el 2009, se realizará entre el 7 y 13 de noviembre, 2010.
Acerca del proyecto
La Cooperativa rural de vivienda COOPERHAF, fue establecida en el 2001 por la Federación de Trabajadores de la Agricultura Familiar (FETRAF-SUL/CUT) para abordar las necesidades críticas de vivienda de las familias de agricultores de bajos ingresos en el Brasil. Se usa un enfoque participativo para movilizar y organizar a las familias, proveyendo asistencia técnica para la construcción o el mejoramiento de sus hogares. El proyecto también se concentra en crear sustentos sostenibles, con el desarrollo de las capacidades, la formación de cooperativas y la diversificación de la producción agrícola, de tal modo que aumenten las oportunidades para la generación de renta, garantizando una seguridad alimentaria... más
Jornadas de Intercambio


Las Jornadas de Intercambio Internacional, son realizadas cada año a los proyectos ganadores del Premio Mundial del Hábitat, con el fin de fomentar la difusión de buenas prácticas en el campo de la vivienda y facilitar la transferencia de conocimientos y experiencias. La BSHF ofrece becas que permiten la asistencia de participantes de una serie de países.
El propósito de las Jornadas es proveer un conocimiento a profundidad de las técnicas prácticas, métodos de capacitación y enfoques utilizados en la dirección de los proyectos dentro de cada programa ganador. Las visitas intensivas in situ forman una importante parte de la visita de estudio, proporcionando una oportunidad de estudiar todos los aspectos del programa, intercambiar experiencias y conocer a todos los responsables de su éxito.
Fecha límite de aplicación: 9 de Julio de 2010  Aplique aquí